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segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

50 Cenas de Partir o Coração












 Em ordem:


01 – 00:00 – O Campeão (The Champ, 1979)
02 – 00:30 – A espera de um milagre (The Green Mile, 1999)
03 – 00:46 – Dançando no escuro (Dancer in the Dark, 2000)
04 – 01:07 – As confissões de Schmidt (About Schmidt, 2002)
05 – 01:17 – Conta comigo (Stand By Me, 1986)
06 – 01:34 – O Homem elefante (The elephant man, 1980)
07 – 01:52 – Namorados para sempre (Blue Valentine, 2010)
08 – 02:11 – Um sonho de liberdade (The Shawshank Redemption, 1994)
09 – 02:52 – A escolha de Sofia (Sophie’s Choice, 1982)
10 – 03:30 – O gigante de ferro (The Iron Giant, 1999)
11 – 03:47 – Up! (Up! Altas Aventuras, 2009)
12 – 03:59 – A lista de Schindler (Schindler’s List, 1993)
13 – 04:07 – A vida é bela (La Vita È Bella, 1997)
14 – 04:19 – 50% (50/50- fifty to fifty, 2011)
15 – 04:27 – O rei Leão (Lion King, 1994)
16 – 04:35 – A cor púrpura (The Color Purple, 1995)
17 – 04:39 – Historia sem fim (never ending story, 1984)
18 – 04:43 – O segredo do abismo (The Abyss, 1989
19 – 04:55 – As pontes de Madison (The Bridges of Madison County, 1995)
20 – 05:03 – Últimos passos de um homem (Dead Man Walking , 1995)
21 – 05:11 – O Senhor dos Anéis: a sociedade do anel (The Lord Of The Rings: the Fellowship of the Ring, 2001)
22 – 05:29 – O lixo e o sonho (Ratcatcher, 1999)
23 – 05:35 – Cidade de Deus 2002)
24 – 05:49 – Platoon (Idem, 1986)
25 – 05:58 – O resgate do soldado Ryan (Saving Private Ryan, 1988)
26 – 06:01 – O último samurai (The Last Samurai, 2003)
27 – 06:05 – O lutador (The wrestler, 2008)
28 – 06:09 – Meu primeiro amor (My girl, 1991)
29 – 06:13 – Marley e eu (Marley and me, 2008)
30 – 06:21 – Quebrando tudo (Kickass, 2010)
31 – 06:27 – Todo mundo quase morto (Shaun of the dead, 2004)
32 – 06:30 – Branca de neve e os sete anões (Snow White and the Seven Dwarfs, 1937)
33 – 06:32 – Bambi (Idem, 1942)
34 – 06:36 – Dumbo (Idem, 1941)
35 – 06:39 – Toystory 3 (2012)
36 – 06:43 – Coração valente (Braveheart, 2010)
37 – 06:47 – A outra historia americana (American History X, 1998)
38 – 06:50 – Gran Torino(Idem, 2008)
39 – 06:55 – O Exterminador do Futuro 2: O Julgamento Final (Terminator 2: Judgment Day, 1991)
40 – 06:59 – Réquiem para um sonho (Requiem for a Dream, 2000)
41 – 07:10 – Harry Potter e o enigma do príncipe (Harry Potter and the Half-Blood Prince, 2009)
42 – 07:18 – Cemitério dos vagalumes/ Túmulo dos vagalumes (Hotaru no Haka, 1988)
43 – 07:21 – Menina de Ouro (Million Dollar Baby, 2004)
44 – 07:25 – O artista (The artist, 2011)
45 – 07:29 – O menino do pijama listrado (The Boy in the Striped Pyjamas, 2008)
46 – 07:33 – O show de Truman (The Truman Show, 1998)
47 – 07:37 – Sobre meninos e lobos (Mystic river, 2003)
48 – 07:40 – Uma prova de amor (My Sister’s Keeper, 2009)
49 – 07:45 – E.T. – O Extraterrestre (E.T. the Extra-Terrestrial, 1982)
50 – 07:48 – O senhor dos anéis: o retorno do rei (The Lord Of The Rings: the return of the king Ring, 2003)

sábado, 25 de janeiro de 2014

Sem Tyler Durden

Em O Clube da Luta (Fight Club, 1999), os personagens de Edward Norton e Brad Pitt têm uma relação marcada por provocações e sentimentos intensos, que traz uma inteiração forte e explosiva entre os dois sujeitos. A história foi brilhantemente dirigida pelo cultuado David Fincher, que soube cravar com perspicácia a somatização absurda ocorrida com um dos rapazes.

"Brincando" de apagar algumas alucinações do executivo certinho (Norton), o especialista em efeitos digitais, Richard Trammell, fez um interessante trabalho em vídeo, revelando a realidade por trás dos delírios. 


Não recomendo para quem ainda não assistiu ao filme.

domingo, 3 de novembro de 2013

Erros de Gravação do Clássico Star Wars

Muito trabalho e muita emoção envolvidos no grande clássico... Ou nada disso, artistas de peso também têm seus lapsos, ora...


Star Wars Blooper Reel from "The Making of Star Wars" Enhanced eBook by J.W Rinzler.




domingo, 13 de outubro de 2013

Imagens Raras dos Bastidores de O Exorcista

William Friedkin, o diretor do clássico do terror O Exorcista (The Exorcist, 1973), orientando os atores da aclamada produção: Ellen Burstyn, Jason Miller e Max von Sydow. Nas duas últimas fotos, momentos de descontração com a pequena estrela Linda Blair.









Para ler alguma coisa sobre o filme: Rosto de Menina... Lembranças Monstruosas...

sexta-feira, 4 de outubro de 2013

Carrie Fisher em Star Wars

Ao contrário de sua mãe famosa, a Queridinha da América Debbie Reynolds, a atriz Carrie Fisher não conseguiu uma carreira sólida no cinema após sua participação na cultuada trilogia de Star Wars: Guerra nas Estrelas (Star Wars, 1977), O Império Contra-Ataca (The Empire Strikes Back, 1980) e O Retorno de Jedi (Return of The Jedi, 1983). A talentosa garota teve de amargar trabalhos sem bom destaque e inexpressivas participações em séries de TV (numa época em que astros não cobiçavam produções televisivas como hoje em dia), chegando ao cúmulo de parodiar a si mesma no constrangedor O Império (do Besteirol) Contra-Ataca (Jay and Silent Bob Strike Back, 2001).

Apesar dos oscilantes momentos de sua vida, a atriz se saiu bem como escritora e conseguiu lançar um best seller, que foi adaptado para o cinema. Porém, a melhor parte da história ficou mesmo no passado. Por ter participado de uma produção ímpar, Fisher terá sua imagem registrada eternamente na Sétima Arte.

Bem-humorada, ela não somente fez um bom trabalho na trilogia, como também se divertiu nos bastidores. 

Seguem as fotos.











  

quinta-feira, 4 de julho de 2013

O Homem de Aço (Man of Steel, 2013)


Há tempos que o cinema vinha devendo um filme à altura de um dos mais famosos heróis de história em quadrinhos. Desde que o arrasa-quarteirão Superman - O Filme (Superman - The Movie, 1978) foi lançado, a imagem de Christopher Reeve ficou associada à visão imediata que tínhamos do personagem. E parece que vai continuar por um bom tempo.



O infeliz Superman - O Retorno (Superman Returns, 2006) tentou uma nova marca, mas, ciente da representatividade do longa anterior (que teve 4 edições), embarcou em homenagens frouxas e numa pretensa (e não assumida) sequência de Superman II (idem, 1980). Apesar do suposto receio de confrontar o clássico, claro que houve uma tentativa de se produzir um mega filme. Desta vez, tinham em mãos os espetaculares efeitos da computação gráfica e um diretor de uma bem sucedida franquia de super-heróis. Porém, esqueceram de dizer que uma cabeça e efeitos visuais arrojados não são garantia de sucesso no cinema.


Talvez este tenha sido o problema. Tentaram o novo, mas temeram cometer alguma heresia com a franquia de sucesso. Então ficou tudo pela metade. O ícone Marlon Brandon, o Jor-Erl do blockbuster de 1978, apareceu num dispensável archive footage. O mal escolhido ator Brandon Routh, quando personificava o super-herói, passou por um trabalho digital no rosto para ter olhos azuis, furo no queixo e rosto angular. Queriam deixá-lo parecido com o Superman de Reeve? Considerando que o ator nem é tão bom assim, poderiam tê-lo trocado por outro mesmo. A cena romântica de voo do herói com a mocinha Lois Lane (a sem graça Kate Bosworth) ficou forçada e sem a poesia do trabalho de Richard Donner (o diretor de Superman - O Filme). Coitado do Kevin Space, que ficou sozinho num amontoado de desencontros.



Vindo da direção da ótima franquia X-Men (X-Men 2000; X2,2003), Bryan Singer parecia ser o nome certo para reavivar a saga do herói no cinema, porém, deixando-se levar pelo deslumbramento, seu trabalho ficou frágil, perdendo-se completamente num roteiro insosso e sem muitas possibilidades de alavancar uma sequência. Faltou luta, faltou virilidade, faltou clima com a Lois e faltou carisma para esse Superman de 2006. Não bastam ótimos efeitos especiais e rostos agradáveis na tela. Cinema é muito mais do que isso. Resultado: filme, diretor, ator principal e mocinha foram  para o limbo.



Man Of Steel (2013) se propôs a resgatar a importância do herói no cinema e não mediu esforços para não incorrer nas falhas do filme anterior. O primeiro acerto foi ter assumido um novo começo, que, embora semelhante ao do filme de 1978 e, de certa forma, vinculado à consagrada história dos comics, veio carregado de cenas de grande impacto visual e de competentes interpretações de seus atores. O Jor-Erl de Russell Crowe [Uma Mente Brilhante (A Beautiful Mind, 2001)] ganhou vigor e se aventurou em boas lutas e cenas de ação, enquanto que a bela atriz israelense Ayelet Zurer (não tanto quanto Susannah York) conferiu serenidade e determinação bem dosadas para a personagem Lara Lor-Van.


 

E o que dizer do talentoso Henry Cavill? Nascido no Reino Unido e educado em Buckinghamshire, na Inglaterra, o ator britânico teve entre suas primeiras experiências em interpretação a peça Sonhos de Uma Noite de Verão (A Midsummer Nigth's Dream, de William Shakespeare). E foi por meio desses trabalhos em teatro que o jovem ator, então com 17 anos, chamou a atenção dos produtores do longa O Conde de Monte Cristo (The Count Of Monte Cristo, 2002), do qual foi escolhido para interpretar o personagem Albert Mondego. Antes desse filme, ele já havia atuado em Laguna (2001).

Confiante no seu porte e carisma, ele se submeteu a testes para filmes de cultuados personagens do cinema, quadrinhos e literatura, como Batman Begins (idem, 2005), tendo perdido o papel para Christian Bale, Superman - O Retorno (Superman Returns, 2006), perdendo o papel para Brandon Routh (ainda bem que ele não foi o escolhido) e, finalmente, para Casino Royale (idem, 2006), no qual foi preterido por ter sido considerado jovem para o papel. O escolhido foi Daniel Craig.


Parecia uma tremenda falta de sorte do talvez presunçoso Cavill.


Apesar de bons papéis em filmes como Imortais (Immortals, 2011) e de sua participação na interessante série televisiva The Tudors (2007-2009), Cavill ainda não tinha conseguido grandes projeções na carreira artística.




A sorte (ou o reconhecimento) veio pelo convite do prestigiado diretor Zack Snyder, que viu em Cavill a figura perfeita para personificar o atual Homem de Aço. O diretor vinha de bens sucedidos trabalhos no cinema, como 300 (idem, 2006) e Watchmen: O Filme (Watchmen, 2009) - esqueçam Sucker Punch (2011), e se revelou como uma escolha mais que adequada para dar início à nova franquia do herói. A produção Watchmen foi considerada uma das mais fieis transposições nos últimos tempos de uma história em quadrinhos para o cinema, razão pela qual seu nome foi recebido com entusiasmo pelos fãs das comics e pelos estúdios.

Outro acerto ficou por conta da contratação do experiente David S. Goyer, o roteirista da nova trilogia de Batman (Begins, The Dark Knight e The Dark Knight Rises), e do corajoso e competente  Christopher Nolan, o diretor responsável por tornar um filme do herói Batman num novo clássico. Alguém tem dúvida sobre o impacto que The Dark Knight (2008) causou no cinema?





Houve muita especulação acerca da história e dos vilões que estariam presentes no longa. Chegaram a cogitar que o filme traria o insano cientista Lex Luthor, o andróide alien Brainic e o monstruoso Apocalipse.  Lógico que ninguém pensou que esses três estariam juntos (procurem não considerar o que foi feito no final da trilogia de Spider-man...). Porém, para um novo começo, mais prudente seria escolher um inimigo que também tivesse relação com Krypton, planeta de origem do herói. E foi exatamente o que ocorreu. O inimigo tem motivos de sobra para se vingar, por ter sido derrotado e condenado por Jor-Erl (pai do Super), e tem força o bastante para se tornar uma ameaça real e destrutiva.

Banido de Krypton, o General Zod (Michael Shannon, eficiente) queria, além de se vingar do filho de Jor-El, a recuperação de seu planeta, nem que para isso precisasse abolir o Planeta Terra. E era exatamente esse seu plano, que incluía mudar a atmosfera e sacrificar todos os seres humanos. Tendo Kal-El já se estabelecido no planeta e entendido questões como altruísmo e afeto, coube a ele enfrentar a fúria de Zod e de seus comparsas, a fim de preservar pessoas inocentes e a si mesmo.


Com esse argumento, somos brindados com ótimas sequências de ação, elaboradas com o melhor das tecnologias para um perfeito acabamento visual. São naves, explosões, planetas e pessoas em perfeita sintonia com a realidade (ainda que absurda) mostrada no filme. E mais: os voos do herói ganharam mais força e veracidade.


Outro ponto positivo foi a utilização do flashback para apresentar fragmentos da vida do Superman, como Clark Kent, em SmallVille, pois isto impediu que houvesse o famoso tédio numa história contada de forma cronológica. É uma parte importante, mas sabemos que algumas pessoas vão ao cinema para ver o herói voando e lutando com a maior brevidade possível.

SPOILER:


Temos ciência de que um novo começo tem muita história para contar, e é preciso muita destreza para selecionar e organizar as cenas. Todo cuidado é pouco para evitar o comprometimento da lógica, que pode gerar os desagradáveis furos no roteiro. Neste aspecto, Man of Steel cumpriu razoavelmente a cartilha da boa edição cinematográfica. Infelizmente, o desenvolvimento apresentou falhas: pouco se viu da personalidade de Perry White (Laurence Fishburne) e nem tudo funcionou para a personagem de Lois Lane (Amy Adams). A atriz (excelente) foi prejudicada pela incapacidade de os roteiristas encaixá-la com precisão na trama, tanto que essa bela Lois Lane (loira pela primeira vez na história do cinema) foi praticamente jogada em momentos importantes do filme. Por que diabos ela foi chamada para nave de Zod? Não ficou coerente essa situação de um líder (munido com um verdadeiro arsenal) convocar a mocinha que... Não chegou a escrever sobre o herói!!! 

Forçando a barra dessa maneira, o longa comprometeu bastante a interessante relação de Lois Lane com Clark Kent, que em muito se diferencia da relação da moça com o Superman; algo que, nos quadrinhos e em outras produções do cinema, gerava cenas ímpares de emoção e entretenimento. Onde já se viu a mais famosa namoradinha dos HQ's conhecer o herói já nominado com o seu futuro disfarce?


É muito legal ver a tagarela Lois Lane, que mal deixa Clark Kent falar, ficar uma seda, completamente hipnotizada, quando está diante do Superman. E isto não foi possível nesse Man Of Steel.



Também senti um certo pesar com o contido aproveitamento do personagem de Jonathan Kent (Kevin Costner, ótimo!), uma figura de expressiva influência na formação moral e social do filho adotivo. Parece que a seleção de cenas teve de dar uma abreviada na sequência da infância e adolescência de Clark.

Puxa vida! Será mesmo que Super, com todo seu zelo e impetuosidade, deixaria seu pai morrer num  furacão? Tentaram algo poético, sensível, mas não funcionou. Soou falso...

Por outro lado,  ver o Superman matar seu inimigo quebrou parte da expressiva abnegação consagrada no herói, mas não rompeu a ideia de integridade e boa índole que seus criadores insistiram em confirmar. O diretor teve o cuidado de inserir o risco de atrocidade a humanos inocentes para mostrar que o herói, naquela circunstância, precisava ser forte o bastante para decidir se liquidava ou não seu oponente.  



FIM DO SPOILER




Henry Cavill mais acertou do que falhou na sua interpretação de O Homem de Aço. O mérito está no fato de o ator ter criado o seu Superman, procurando não copiar o ícone Christopher Reeve; e isto, por si só, já libertou o ator das inevitáveis comparações. Apesar de Reeve continuar sendo a visão que tenho do herói e de entender que o estrondoso Superman O Filme (1978) é a marca definitiva na história do personagem no cinema,  nada disso  impede que eu me entretenha com os outros  filmes e admire essa nova franquia.

Destarte, essa nova face do herói ficou bem apropriada no equilibrado Cavill. Esse mérito se deve a Zack Snyder e Christopher Nolan, diretor e roteirista, respectivamente. Não havia como fazer um filme para um determinado seguimento: público antigo, fãs de comics, adolescentes alienados, adultos sem noção etc. Em algum ponto, ainda que em pequenas doses, alguém teria de se frustrar. Então eles assumiram a inovação e partiram para o trabalho, contando a história do início e atualizando a visão que teríamos da chegada do herói nos dias de hoje. Era fácil (ou adequado) ser secreto e romântico na época de lançamento da história em quadrinhos, mas hoje vivemos uma crise de valores sem precedentes e temos acesso a informações de forma dinânica (e até perigosa). Caso não fosse revista essa maneira de integração do Super à humanidade, o produto final correria o risco de ficar por demais  idílico e pouco adaptável ao público em geral, sedento por novidades na indústria cinematográfica.




Como um dos fãs incondicionais do mais famoso herói do ocidente, tenho de admitir que não foi fácil escrever este post. Cheguei até a pensar em não fazê-lo. Tudo que eu pensava parecia não ser completo (e encerro este texto ainda com esta sensação). O universo desse personagem é magnifico. Um homem forte, um homem bom, um homem justo, um homem que sempre fala a verdade, um homem que defende os inocentes, um homem que valoriza a família, um homem que pretende construir um mundo mais pacífico... Não é o que todos nós gostaríamos de ser? Não respondam...


Fui assistir no cinema os longas do Superman materializado por Christopher Reeve, e isto me fez buscar revistas, edições especiais e álbuns de figurinhas do personagem. Tudo para compreender melhor a razão de ter me sentido tão impactado pela obra. É claro que não consigo mais revisitar com a mesma intensidade o que senti naquela época. Eu era uma criança que mal sabia da existência da maldade no mundo (sério mesmo). Até então, meu herói era o Mickey Mouse. Com esse interesse, com essa busca, conheci uma legião de amigos que também têm esse apreço pelo Homem de Aço. É espetacular encontrar essa identificação.


Estamos diante de um mundo em constante avanço tecnológico, onde tudo acontece muito depressa e parece não ter mais limites. Esse aparato permite imagens cada vez mais fantásticas nas produções cinematográficas, o que, contudo, não se sustenta sem o  trabalho intelectual de diretores e roteiristas, como também, sem a eficaz interpretação dos atores. A concentração exarcebada na computação gráfica nunca será o gatilho para se  criar um clássico do cinema.

Resumindo a ópera: as alterações foram necessárias e eu gostei de Man Of Steel. Assim, aguardo com entusiasmo sua parte 2. Quem sabe não estamos prestes a assistir um novo clássico...











domingo, 3 de junho de 2012

Frases Memoráveis do Cinema - 5ª Parte

Depois de um intervalo mais longo, retorno com as postagens das Frases Memoráveis do Cinema. Confiram as partes 1, 2, 3 e 4 neste blog. 

Mais uma vez, conto que grande parte das frases foram extraídas da última lista divulgada pelo AFI (American Film Institute) e que todas foram checadas na Sessão Quotes do IMDb, como também, apenas para alguns caso, no The Internet Movie Script Database (IMSDb). 

Nesta Parte 5, inseri algumas frases que não chegam a ser célebres, mas que são lembradas e não deixam de ser curiosas, assim como sugestões que recebi por e-mail.


"Mrs. Robinson, you're trying to seduce me, aren't you?"
Tradução: Sra. Robinson, está tentando me seduzir, não está?
Filme: A primeira noite de um homem (The Graduate, 1967)
Quem diz: Benjamin Braddock (Dustin Hoffman).


A frase:"Mediocrities everywhere, I absolve you!"
(Mediocridades por toda parte, eu vos absolvo!)
Frase do mordaz Antonio Salieri composto pelo talentoso F. Murray Abraham,
em Amadeus (idem, 1984).

"Fasten your seatbelts, it's going to be a bumpy night!"
Tradução: Apertem os cintos, vai ser uma noite turbulenta!
Filme: A malvada (All About Eve, 1950)
Quem diz: Margo Channing (Bette Davis).

"We didn't need dialogue. We had faces!"
Tradução: Não precisávamos de diálogo. Tínhamos rostos! [expressivos]
Filme: Crepúsculo dos Deuses (Sunset Boulevard, 1950)
Quem diz: Norma Desmond (Gloria Swanson).

"Get away from her, you bitch!"
Tradução: Saia de perto dela, sua p...!
Filme: Aliens - O resgate (Aliens, 1986)
Quem diz: Ellen Ripley (Sigourney Weaver).

"Can I borrow your underpants for ten minutes?"
Tradução: Você me emprestar sua calcinha por dez minutos?
Filme: Gatinhas e gatões (Sixteen candles, 1984)
Quem diz: Ted (Anthony Michael Hall).

"I'd hate to take a bite outta you. You're a cookie full of arsenic."
Tradução: Odiaria dar uma mordida em você. Você é um biscoito cheio de veneno.
Filme: A embriaguês do sucesso (Sweet Smell of Success, 1957)
Quem diz: J. J. Hunsecker (Burt Lancaster).


"Oh, Jerry, don't let's ask for the moon. We have the stars."
Tradução: Oh, Jerry, não vamos pedir a lua. Temos as estrelas.
Filme: A estranha passageira (Now, Voyager, 1942)
Quem diz: Charlotte Vale (Bette Davis)

domingo, 11 de dezembro de 2011

Um Bonde Chamado Desejo


"Um Bonde Chamado Desejo" (A Streetcar named Desire, USA, 1951), dirigido por Elia Kazan, é baseado na peça teatral homônima de Tennessee Williams, que foi um grande sucesso da Broadway.

Na adaptação para o cinema, os produtores inicialmente quiseram que a mesma atriz do sucesso teatral (Jessica Tandy) repetisse o papel no cinema, porém as questões comerciais, quase sempre presentes na tela grande, falaram mais alto. Havia necessidade de se contratar uma atriz que garantisse público e, por conseguinte, retorno de bilheteria. Desta forma, convidaram a estrela Vivien Leigh para assumir a complexa personagem Blanche DuBois.

Bom para o público e ótimo para atriz, pois a inesquecível intérprete da Scarlett O'Hara de "E o vento levou..." (Gone With The Wind, 1939) teve, mais uma vez, a chance de brilhar no cinema

O longa ganhou quatro Oscars: Melhor Atriz (Vivien Leigh), Melhor Atriz Coadjuvante (Kim Hunter), Melhor Ator Coadjuvante (Karl Malden) e Melhor Direção de Arte, e ainda recebeu outras oito indicações: Melhor Filme, Melhor Diretor, Melhor Ator (Marlon Brando), Melhor Fotografia em Preto e Branco, Melhor Figurino em Preto e Branco, Melhor Trilha Sonora, Melhor Som e Melhor Roteiro.
Blanche DuBois, a personagem central da trama, é uma mulher fina e bem criada, mas que passa por uma situação de decadência econômica e moral. O drama inicia-se quando Blanche vai visitar sua irmã Stella (Kim Hunter) que, ao contrário do restante da família, preferiu encarar os fatos e não viver de ilusão e lembranças do passado.
Ciente ou não da sua real situação financeira, Blanche continua a se comportar como uma mulher rica e não aceita o casamento de sua irmã com o grosseirão e viril Stanley Kowalski, interpretado pelo super astro Marlon Brando.


Nessa visita, Blanche acaba tendo vários embates com seu cunhado, num amontoado de alfinetadas, sarcasmos e ofensas.

Apesar da repulsa que um sente pelo outro (ela o acha pobre e vulgar, ele a considera fútil, velha e desequilibrada), a tensão sexual entre os dois é crescente.

Entre os desentendimentos e os poucos momentos aprazíveis (Stanley tinha uma turma de amigos muito divertida), Blanche fala de seu primeiro namorado, o grande amor de sua vida, de forma um pouco desconexa. No entanto, num momento de tensão, ela acaba por revelar à sua irmã que tudo terminou de forma trágica*.



Poético, duro e reflexivo como quase todos os outros textos de Tennessee Williams.

Notas:


Quando assisti ao filme, fiquei sem entender parte dos motivos que levaram a personagem de Leigh a um estado de devaneio e histeria. Posteriormente, assistindo a uma peça teatral, que teve Leona Cavalli e Milhem Cortaz (excelente ator, mas um pouco inadequado para o personagem) nos papéis principais, entendi muita coisa, pois eles não pouparam as revelações que foram omitidas no filme.
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Existe uma versão feita para TV, tendo a talentosa Jessica Lange (sempre eficaz em papéis de mulheres histéricas), no papel de Blanche, e o canastrão Alec Baldwin, interpretando Stanley. Não entendam o uso desse termo para Alec como uma ofensa, pois eu gosto muito de atores canastrões. Particularmente, achei que a versão ficou ótima, devendo também ser conferida.