sábado, 5 de abril de 2014

Grand Piano

Com a chamada "Se errar uma nota, você morre" e um poster com recortes bem escolhidos, Grand Piano (2013) despertou-me interesse logo na primeira vez que vi o anúncio. Além disso, o longa tem o talentoso Elijah Wood como protagonista e o quase astro John Cusack como o vilão. O filme foi produzido na Espanha e ganhou uma fotografia que valorizou o aspecto grandioso e labiríntico proposto pelo longa. Porém, ao ler a sinopse, pensei: "Vai ter filme o bastante para um argumento como esse?" Teve. 


A história é boa, a interpretação de Wood é convincente e o desenvolvimento bem acertado. Um jovem pianista (Wood), após um trauma causado na sua última apresentação, fica cinco anos sem tocar para o grande público. Nos dias de hoje, casado com uma atriz em ascensão, ele aceita o convite para retornar ao ofício, devendo executar algumas músicas tocadas por mestres. Com o teatro lotado, ao abrir a partitura, está escrito que se ele errar uma nota, ele irá morrer ali mesmo. 


Aos poucos ele percebe que não se trata de uma brincadeira. Diante do perigo crescente, o frágil protagonista precisa superar seu trauma, salvar a si e à sua esposa e descobrir quem o está ameaçando. E mais: por quê? E tudo isso durante o concerto. "Si fallas una nota, estás muerto" (no poster espanhol) e "Play or Die" (no poster norte-americano). 

Aqueles que assistem a cópias dubladas perderão a importância do trabalho de interpretação de John Cusack, que praticamente não aparece em cena, emprestando sua voz sussurrante em vários momentos de tensão, o que denota que a arte do ator é magnífica, mesmo quando se restringe apenas à fala.

O título em português é Toque de Mestre e nos mostra, mais uma vez, a "criatividade" empolgante dos "responsáveis" brasileiros.

Apesar de Elijah estar sempre com a cara de menino inocente e não conseguir fugir de seu jeito frodo de ser, o ator faz o possível para instaurar o medo da situação e as dificuldades emocionais do pianista. E acerta.

Prendeu-me a atenção.


sábado, 22 de março de 2014

quinta-feira, 6 de março de 2014

Estreias Estrondosas



Existem grandes nomes do cinema que, antes de alcançar o patamar da fama e do prestígio, amargaram papéis secundários de pouca (ou nenhuma) expressão, ou se envolveram em filmes quase vergonhosos. Eu poderia fazer uma lista dos malfadados e citar algumas curiosidades que ocorreram com esses artistas. Alguns, por pouco, foram para o limbo com seus debuts funestos. 


Mas eu não quero falar sobre nada disso. Vou comentar alguns casos de atores que estrearam com o pé direito e que, já no início da carreira, sentiram o prazer da aceitação do público e da crítica especializada, tornando-se nomes referendados para outras produções. Indicação, teste, empreendimento próprio, escolha por parentesco... Não importa. O legal é ter o gosto do sucesso logo de cara. 


Edward Norton caprichou na preparação física e no intenso jogo de olhares na sua primeira chance no cinema. Ao lado de astros como Richard Gere e Frances McDormand, o garoto frágil (que escondia bem seus 27 anos) não se intimidou diante do complexo papel que lhe foi destinado, dando seu recado em As Duas Faces de Um Crime (Primal Fear, 1996). Nascia, ali, um astro.  Resultado: o ator foi indicado ao Oscar de Melhor Ator Coadjuvante e, a partir de então, ele vem colecionando uma sucessão de grandes trabalhos no cinema.


Com apenas 28 aninhos, a bela Julie Andrews deu o ar da graça em Mary Poppins (idem, 1964) e deixou sua marca indelével de mocinha virtuosa e bem-humorada no cinema. Em seus trabalhos seguintes, ela seguiu a mesma linha e estrelou grandes sucessos. Após alguns anos, a atriz procurou diversificar seus trabalhos, mas não conseguiu tirar a associação de seu nome aos filmes destinados a crianças ou aos adeptos a filmes água com áçucar.


Alguém acredita que a excepcional Sigourney Weaver teve em Alien: O Oitavo Passageiro (Alien, 1979) a sua primeira composição de personagem para o cinema?  Antes, ela teve uma aparição relâmpago numa produção de 1977 (nem vale a pena falar de 15 segundos de cena, não é mesmo?), mas seu primeiro trabalho foi mesmo foi no arrasa quarteirão dirigido por Ridley Scott. Difícil imaginar que, quando vemos imagens do iconográfico filme, estamos diante de, até então, uma ilustre desconhecida. Sorte nossa que essa grande mulher (sem trocadilho por causa de seu 1,80 de altura) manteve uma carreira sólida, quase sempre marcada por indicações, prêmios e grandes interpretações.


Que loirinha linda e sexy! Foi o que muitos exclamaram ao ver garota elétrica e de pernas bem torneadas, que dançava como ninguém no divertido O Máskara (The Mask, 1994). Com um nome estranho e uma beleza exótica (seu pai é cubano e sua mãe tem ascendência alemã), a garota, somente com esse primeiro trabalho no cinema, já ganhou uma legião de fãs e, hoje, é uma das estrelas mais bem pagas de Hollywood.

Outros nomes vocês conferem no bom vídeo abaixo:



Mais?
http://watchmojo.com/video/id/12033/

sábado, 1 de março de 2014

A Computação Gráfica de Gravidade

Um dos melhores filmes de 2013, com grandes chances no Oscar de 2014, teve um arrojado trabalho para obter seus incríveis efeitos visuais.

Este vídeo mostra alguns detalhes de composições de cenas de Gravidade (Gravity, 2013).