sábado, 22 de março de 2014
Curta o Curta sem Medo
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Gilvan
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segunda-feira, 17 de março de 2014
quinta-feira, 6 de março de 2014
Estreias Estrondosas
Existem grandes nomes do cinema que, antes de alcançar o patamar da fama e do prestígio, amargaram papéis secundários de pouca (ou nenhuma) expressão, ou se envolveram em filmes quase vergonhosos. Eu poderia fazer uma lista dos malfadados e citar algumas curiosidades que ocorreram com esses artistas. Alguns, por pouco, foram para o limbo com seus debuts funestos.
Mas eu não quero falar sobre nada disso. Vou comentar alguns casos de atores que estrearam com o pé direito e que, já no início da carreira, sentiram o prazer da aceitação do público e da crítica especializada, tornando-se nomes referendados para outras produções. Indicação, teste, empreendimento próprio, escolha por parentesco... Não importa. O legal é ter o gosto do sucesso logo de cara.
Edward Norton caprichou na preparação física e no intenso jogo de olhares na sua primeira chance no cinema. Ao lado de astros como Richard Gere e Frances McDormand, o garoto frágil (que escondia bem seus 27 anos) não se intimidou diante do complexo papel que lhe foi destinado, dando seu recado em As Duas Faces de Um Crime (Primal Fear, 1996). Nascia, ali, um astro. Resultado: o ator foi indicado ao Oscar de Melhor Ator Coadjuvante e, a partir de então, ele vem colecionando uma sucessão de grandes trabalhos no cinema.
Com apenas 28 aninhos, a bela Julie Andrews deu o ar da graça em Mary Poppins (idem, 1964) e deixou sua marca indelével de mocinha virtuosa e bem-humorada no cinema. Em seus trabalhos seguintes, ela seguiu a mesma linha e estrelou grandes sucessos. Após alguns anos, a atriz procurou diversificar seus trabalhos, mas não conseguiu tirar a associação de seu nome aos filmes destinados a crianças ou aos adeptos a filmes água com áçucar.
Alguém acredita que a excepcional Sigourney Weaver teve em Alien: O Oitavo Passageiro (Alien, 1979) a sua primeira composição de personagem para o cinema? Antes, ela teve uma aparição relâmpago numa produção de 1977 (nem vale a pena falar de 15 segundos de cena, não é mesmo?), mas seu primeiro trabalho foi mesmo foi no arrasa quarteirão dirigido por Ridley Scott. Difícil imaginar que, quando vemos imagens do iconográfico filme, estamos diante de, até então, uma ilustre desconhecida. Sorte nossa que essa grande mulher (sem trocadilho por causa de seu 1,80 de altura) manteve uma carreira sólida, quase sempre marcada por indicações, prêmios e grandes interpretações.
Que loirinha linda e sexy! Foi o que muitos exclamaram ao ver garota elétrica e de pernas bem torneadas, que dançava como ninguém no divertido O Máskara (The Mask, 1994). Com um nome estranho e uma beleza exótica (seu pai é cubano e sua mãe tem ascendência alemã), a garota, somente com esse primeiro trabalho no cinema, já ganhou uma legião de fãs e, hoje, é uma das estrelas mais bem pagas de Hollywood.
Outros nomes vocês conferem no bom vídeo abaixo:
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Gilvan
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sábado, 1 de março de 2014
quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014
As Três Mães
Os filmes de terror dos dias atuais têm procurado, cada vez mais, causar impacto com cenas brutais, chocantes e graficamente convincentes. E o pior é que, em grande parte dos casos, o terror é entendido como a simples, longa e explícita exposição de sangue e violência.
O veterano Dario Argento, diretor do filme que será objeto desta postagem, pode dar aulas para os cineastas atuais de como criar cenas de violência que chocam e trazem agonia. Gore é com ele mesmo. O ponto positivo é que o diretor, escritor e produtor italiano abusa de situações ousadas e de cenas fortes, mas não descuida da apresentação de personagens interessantes e de uma trama inspirada. É bem verdade que, muitas vezes, beiram o absurdo, mas tudo bem...
Após 27 anos da conclusão do segundo filme, Dario Argento finalmente conseguiu completar a trilogia de "As Três Mães", iniciada com o cult "Suspíria" (Suspiria, 1977) e seguida pelo assustador "Mansão do Inferno" (Inferno, 1980). Em 2007, foi lançado "O Retorno da Maldição" (La Terza Madre, 2007). Ninguém discorda que, em termos visuais, é o mais fraco deles, notadamente em virtude do esquema ligeiro em que foi produzido e da divulgada limitação de recursos.
As três mães dos filmes são poderosas bruxas que espalham morte e terror e que perseguem suas vítimas de forma implacável. Tendo essas figuras reinado em várias ocasiões ao longo do tempo, elas possuem uma legião de adoradores do mal que as invocam para instaurar a dor, a danação e a obscenidade no mundo. Existem partes em cada um dos filmes que explicam (ou que tentam explicar) a origem das três mansões que servem de sedes para as criaturas hediondas. Contam que um renomado arquiteto italiano, sem saber da verdadeira intenção das bruxas, construiu três casas para essas entidades, uma para "Madre Suspiriorum", a mãe dos suspiros, em Friburgo, outra para "Madre Tenebrarum", mãe das trevas, em Nova York, e a última para "Madre Lacrimarum", mãe das lágrimas, em Roma.De onde elas vieram? Por favor, não me perguntem, pois, apesar de reconhecer a importância de Dario Argento no cenário mundial de filmes de terror, não faço parte da legião que cultua o trabalho desse artista, por conseguinte, não procurei ler muita coisa a respeito de seus filmes.
No primeiro filme, que teve locações em Friburgo, na Alemanha, a Mãe dos Suspiros foi a entidade que disseminou medo e assassinatos na vida daqueles que tiveram a infelicidade de despertá-la. Apresentando uma marcante trilha sonora e um fotografia bem cuidada, Suspíria impressionou grande parte do público e se tornou um clássico para os fãs do gênero do terror. Dario Argento causou muita controvérsia com esses seus trabalhos, visto que há um excesso de mortes violentas mostradas com detalhes. As mulheres são as vítimas preferidas e quase sempre são capturadas, violadas e dilaceradas impiedosamente, fazendo com que o público se choque com a maneira forte com que o horror é exibido.
O segundo filme apresentou a Mãe das Trevas e teve uma história passada em Nova York. Com Irene Miracle e Leigh McCloskey encabeçando o elenco, a trama de "Mansão do Inferno", na minha opinião, ficou um tanto confusa, tendo comprometido o entendimento daqueles que desconheciam o filme anterior. Está certo que uma trilogia deve ser entendida no conjunto, mas o La Terza Madre, ainda que parte da cinessérie, pode ser assistido sem que o espectador sinta uma necessidade verdadeira de saber o que ocorreu nos filmes anteriores.,
Nessa última parte da trilogia, a história gira em torno de uma estudante de arte que, junto a uma colega, resolve estudar uma estranha urna encontrada nos arredores de Roma. Na manipulação, as moças, acidentalmente, trazem de volta uma das bruxas. Junto a ela, seres demoníacos e pessoas possuídas empreendem um grande caos na cidade, com direito a assassinatos brutais, luxúria, blasfêmia e sangue pra que te quero.O que a aberração não contava era que a jovem estudante tivesse forças sobrenaturais capazes de protegê-la e de orientá-la quanto à forma de combater o mal. Até então, a garota não tinha a mínima idéia dessa sua predestinação, mas, no desespero, ela acaba procurando compreender seu poder para usá-lo contra as forças malígnas.
Apesar de ser um filme menor de Argento e de ter sangue e vísceras expostas à exaustão (chega a ser desnecessário na maior parte do tempo), conferi-lo não é uma perda de tempo. Esqueçam o gore e divirtam-se com o fechamento de uma trilogia histórica do cinema de terror.Além disso, o filme é protagonizado pela bela Asia Argento (filha do Diretor), que prova não estar no papel somente pelo parentesco com o idealizador, uma vez que a atriz, muito bela por sinal, tem um desempenho acima da média no filme.
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Gilvan
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